A EVOLUÇÃO DOS PRODUTOS PLANT BASED: unindo a tecnologia de ponta à naturalidade

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A EVOLUÇÃO DOS PRODUTOS PLANT BASED: unindo a tecnologia de ponta à naturalidade

Com o consumo desenfreado de proteínas animais, a preocupação com a sustentabilidade e o bem-estar animal se tornaram tendências fortes e em crescimento no Brasil. De acordo com a pesquisa de 2020 da McKinsey & Company, 85% dos brasileiros afirmam que se sentem melhor ao comprar produtos sustentáveis.

Entretanto, o consumidor brasileiro parece não estar pronto para largar de vez o consumo de produtos de origem animal em prol da sustentabilidade, como mostra o relatório de 2020 da The Good Food Institute, em que 52% dos brasileiros se consideram flexitarianos. Assim, a demanda no mercado de produtos à base de plantas que oferecem as características sensoriais dos produtos animais foi impulsionada e vimos a indústria se desdobrar para atingir este desejo – com muito sucesso! Segundo o relatório da Bloomer Intelligence, o mercado de produtos lácteos vegetais e alternativas à proteína animal chegou a US$ 29,4 bilhões em 2020.

Os produtos desenvolvidos permitiam que ingredientes originados totalmente de plantas trouxessem o sabor, a textura, os aromas e, até mesmo, a aparência de um produto animal.

 

 Entretanto, para atingir estas características, o uso de conservantes, corantes e aromatizantes artificiais era muito frequente. Dessa forma, a proposta desses produtos aproximava o consumidor do consumo de vegetais por um lado, mas se distanciava da naturalidade por outro. E sabendo que junto da sustentabilidade, a tendência do clean label já estava bem consolidada ao redor do mundo, a indústria precisava desenvolver produtos ainda mais inovadores e com rótulos cada vez mais limpos.

E, mais uma vez, o sucesso foi certo. Além de atingir a demanda do consumidor, a indústria foi além e apostou em tecnologia de ponta. O hambúrguer de grão de bico já não é mais novidade no mercado. Hoje vemos marcas com vasto portfólio de produtos plant based abrangendo categorias diversas – filés, maionese, sorvete, queijos, ovos, peixes, snacks – todos com características sensoriais muito semelhantes aos produtos animais e clean label.

Produtos plant based desenvolvidos com Inteligência Artificial.

Assim fez a Notco, foodtech global de produtos plant based que utiliza a inteligência artificial para combinar ingredientes vegetais e reproduzir características sensoriais de produtos lácteos, tanto sabor, como textura e aroma.

A tecnologia da marca ganhou o mercado e hoje eles contam com um vasto portfólio de leites, maioneses, sorvetes, hamburgueres e frangos. Nestes produtos é normal o consumidor encontrar suco concentrado de abacaxi, fibra de chicória e suco concentrado de repolho, tudo isso alinhado com a tendência do rótulo limpo.

 

 

 

Os ovos mexidos do café da manhã agora são feitos de proteína de feijão.

 

É o que propõe a empresa americana Just Egg com seu produto feito de proteína conc

entrada de feijão moyashi e temperos naturais. Além do rótulo mais limpo, o produto não contém colesterol, é rico em proteínas e promete ter aparência, cheiro e gosto melhores do que os ovos mexidos de origem animal.

 

 

 

Também há espaço no mercado para peixes de origem vegetal!

A Fazenda Futuro foi um dos primeiros grandes sucessos de produtos plant based que imitam alimentos de origem animal no Brasil. E inovando novamente, a startup brasileira lançou em 2021 o primeiro atum vegano no país. O produto, chamado de Futuro Atum, é feito de proteínas de soja e ervilha, contém ômega 3 adicionado e utiliza aromatizante natural, aliando a tendência clean label à inovação do plant based.

E o que você acha das novas carnes serem feitas a base de ar?

A startup americana Air Protein, fundada em 2019, aproveitou pesquisas da NASA da década de 1960 para desenvolver uma base proteica “feita de ar” que pode ser utilizada para a produção de produtos semelhantes à carne animal. A tecnologia consiste em cultivar micróbios com uma mistura de água, minerais, dióxido de carbono, nitrogênio e oxigênio, formando uma farinha proteica que dará origem a filés de carne bovina, frango ou aves. Além da inovar na forma de produção, a startup ainda garante que sua produção seja carbono negativa ao utilizar como substrato do produto o próprio dióxido de carbono. Os produtos finais ainda não estão nas prateleiras devido aos altos custos na produção e na forma de comercialização.

 

 

Assim, hoje vemos no mercado diversos alimentos plant based que buscam a semelhança sensorial com sua inspiração animal e conseguem garantir para o consumidor um rótulo com mínimo de ingredientes artificiais possível. Entretanto, ainda ficam alguns questionamentos… Será que apenas o rótulo livre de aditivos químicos já aproxima o consumidor da naturalidade? A utilização e o (literal) consumo dessa tecnologia pode trazer malefícios à saúde dos consumidores? Qual o impacto desse tipo de produto para a economia e a sustentabilidade? Onde se encaixam as questões éticas do vegetarianismo e veganismo nesses novos produtos?

 

Acompanhe em nossos próximos conteúdos aqui na Planta!

Até a próxima!

Créditos: Equipe Equilíbrium Latam

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