PLANT BASED EM XEQUE - Por Giovana Oliveira, Equilibrium Latam

Olá pessoal, tudo bem? 

PLANT BASED EM XEQUE – Por Giovana Oliveira, Equilibrium Latam

De acordo com relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) de 2020, Brasil, China, União Europeia e Estados Unidos devem produzir quase 60% da produção global de carne até 2029, momento em que também será atingido o marco de 366 milhões de toneladas de carne produzidas.

Os dados assustam, mas, de certa forma, tiveram impacto positivo na conscientização do consumidor em relação às consequências que o consumo excessivo de produtos animais vem causando na economia, na saúde e no meio ambiente. E assim, de acordo com dados da pesquisa liderada pelo GFI (The Good Food Institute) em 2021, metade dos consumidores brasileiros reduziram o consumo de carne animal nos últimos 12 meses. Enquanto isso, 39% destes consumidores também já incluíram em sua rotina o consumo de alternativas vegetais pelo menos 3 vezes na semana.

Entretanto, sabemos que os produtos plant based são produzidos pela indústria alimentícia e, em sua grande maioria, se configuram como alimentos processados ou ultraprocessados de acordo com a classificação NOVA proposta pelo Guia Alimentar da População Brasileira. Dessa forma, vale o questionamento…

O consumo de produtos plant based é saudável e seguro para a saúde a longo prazo?

Apesar da tendência atual de alternativas plant based com rótulo limpo estar em alta, a maioria dos produtos que possuem o intuito de imitarem versões animais ainda apresentam ingredientes artificiais em sua composição para atingir os aspectos sensoriais de carnes, frangos, peixes e lácteos.

Quando presentes na composição de produtos plant based, esses ingredientes artificiais causam estranheza ao consumidor, que é leigo no assunto. De fato, o consumo exagerado e prolongado dessas substâncias pode trazer riscos à saúde, mas não há motivo para alarde! No Brasil, órgãos regulatórios como a Anvisa e Codex estabelecem limites para o uso de aditivos e corantes artificiais, garantindo alimentos seguros para o consumidor.


Por outro lado, pensando na composição de macro e micronutrientes, ao compararmos as tabelas nutricionais de produtos plant based e animais, vemos que as diferenças entre valor energético, gorduras saturadas e sódio são poucas e não suficientes para fazer o consumidor optar pela alternativa vegetal, sob o ponto de vista nutricional.


E apesar do mercado plant based estar crescendo e já se mostrar bem consolidado ao redor do mundo, ainda não há estudos científicos populacionais retratando o verdadeiro impacto do frequente consumo desses produtos na saúde da população.

E quanto a sustentabilidade?


Sabemos que a redução do consumo de produtos animais se mostra eficiente no combate à mudança climática, desgaste do solo, redução da biodiversidade e uso excessivo de recursos naturais. Além disso, também contribui para o bem-estar animal e incentiva a agricultura familiar.


Entretanto, ao reduzir o consumo de carne e incluir alternativas plant based na rotina, também é importante manter um alto consumo de frutas, legumes e verduras em seu estado mais natural, aquele in natura, que respeita a sazonalidade do solo e depende da biodiversidade e da cultura do local em que é produzido.


Dessa forma, podemos cultivar verdadeiros hábitos sustentáveis para o meio ambiente, baseados no consumo de produtos plant based e na adoção de uma dieta baseada em plantas.


Em qual conclusão podemos chegar com todas essas informações?


Hoje, a solução para este dilema pode estar na combinação de diversas escolhas alimentares para tornar a rotina mais saudável e sustentável, como:


– Reduzir o consumo de carne durante a semana adotando projetos como Segunda Sem Carne e o Flexitarianismo;
– Aumentar o consumo de vegetais in natura nas refeições ao longo de todo o dia; – Consumir alternativas plant based de forma pontual e optar por aquelas que priorizem ingredientes naturais em sua composição, atentando-se também à quantidade de gorduras saturadas e de sódio.


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Até a próxima!

Créditos Equipe Equilibrium Latam

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