Qual a relação da dieta plant based com a SUSTENTABILIDADE?

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Olá pessoal, tudo bem?

Qual a relação da dieta plant-based com a SUSTENTABILIDADE?

Quando o assunto é a escolha de alimentos à base de plantas (ou plant-based), já vimos que a principal motivação é a saúde [https://planta.vc/o-que-quer-o-potencial-consumidor-de-alimentos-plant-based/]. Sem excluir, claro, preço, praticidade e sabor – valores essenciais para o consumidor flextariano. No entanto, há um outro fator de escolha que também atrai discussões calorosas de governos, cientistas e ativistas, e tem como consequência, um bom espaço na mídia: a SUSTENTABILIDADE.

Isso porque, como bem trouxe o Prof. Walter Willett, Harvard, no documento EAT-Lancet, vivemos na era do ANTROPOCENO – um novo período geológico em que o homem é a força dominante na mudança do planeta. E os estragos causados nos deixam hoje com uma questão: seremos capazes de alimentar uma população futura de 10 bilhões de pessoas, dentro dos limites planetários?

Surge, portanto, a necessidade de uma ALIMENTAÇÃO MAIS SUSTENTÁVEL! Seria então a dieta “à base de plantas” uma alimentação mais sustentável? E uma possível solução para o planeta?

A complexidade da dieta sustentável foi definida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2010, “como dietas com baixo impacto ambiental, que contribuem para a segurança alimentar e nutricional e à vida saudável para as gerações presentes e futuras. Dietas sustentáveis devem proteger e respeitar a biodiversidade e os ecossistemas, culturalmente aceitável e acessível, economicamente justa e acessível; nutricionalmente adequada, segura e saudável; além de otimizar os recursos naturais e humanos”.

Como visto, o tema é complexo. Mas sim, comer mais plantas pode ser uma forma de contribuir, porém jamais isolada. Um ponto crucial a ser considerado é também a sua forma de produção, o nível de processamento, a distribuição, comercialização e o consumo.

Mas Willet afirma: “A transformação para dietas saudáveis até 2050 vai exigir mudanças substanciais na dieta. O consumo geral de frutas, vegetais, nozes e legumes terá que duplicar, e o consumo de alimentos como carne vermelha e açúcar terá que ser reduzido em mais de 50%. Uma dieta rica em alimentos à base de plantas e com menos alimentos de origem animal confere benefícios à saúde e ao meio ambiente.

Isso porque criar animais apenas para o consumo humano parece não ser um processo eficiente na geração de energia. Além disso, segundo a FAO, a pecuária gera 18% da emissão total de CO2, superando todas as formas de transporte.

Por outro lado, sabemos que o consumo de produtos de origem animal pelos onívoros é legítimo, uma representação da cultura alimentar de muitos povos, com um peso significativo para o brasileiro e latino-americano. E agora?

É pensando em atender esta demanda que tem surgido várias soluções, desde uma certificação de cuidados com o bem estar animal (para um consumo mais sustentável da proteína de origem animal), à alternativas da carne, soluções plant-based com sabor e similaridade à carne de vaca, porco, ao leite e derivados – os preferidos de origem animal.

E ainda numa linha mais futurística, mas já vigente, há empresas como Memphis Meat, produzindo a tal “carne de laboratório, ou carne cultivada de forma sustentável, que tem todas as características da carne, sem ser carne. Há aí outros entraves e debates: ideológicos e até religiosos. E as mesmas questões de compreensão do impacto para o planeta na produção, processamento, distribuição e consumo.

É bastante mudança que há por vir. E o consumidor parece estar reagindo: 42% dos brasileiros estão modificando seus hábitos alimentares para reduzir o impacto no meio ambiente; e 73% afirmam que gastariam mais com marcas que se preocupam com o meio ambiente, tenha produção circular e sustentável, segundo a Pesquisa “Estilos de Vida 2019” realizada pela Nielsen. Além disso, dados da Mintel nos diz que 46% dos brasileiros de classe média gostariam de trocar embalagens e/ou produtos usados por um desconto em compras futuras.

Com isso posto, como o mercado de alimentos pode agir?

Apesar dos 75% dos executivos da América Latina, em pesquisa NIelsen, afirmarem que a sustentabilidade é um tema chave nas agendas de suas companhias, a principal motivação ainda é a reputação da marca. Precisamos ir além e trazer o consumidor para o centro, suas reais necessidades e anseios. E mais além: entender o ANTROPOCENO e nosso papel neste planeta: como consumidores, produtores e influenciadores. Só depende de nós. Vamos?

Para o próximo texto estou estudando as questões regulatórias do cenário plant-based que parece estar aquecido. Te aguardo aqui!

Autora: Cynthia Antonaccio

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